FOMO (Fear of Missing Out)

insonia

“An entrepreneur is someone who figures out how to succeed in something, and then immediately sets off to do something different”

Me deparei com esta frase outro dia, me identifiquei, postei no meu face e depois fiquei pensando…

Nós empreendedores somos bichos curiosos. A gente não se satisfaz com um só negócio.

As coisas se tornam tão efêmeras, o mundo gira tão rápido, que o seu negócio atual pode ser colocado na obsolescência sem que voce se dê conta. Estatísticas demonstram que isso acontece com os negócios na proporção de 8 para 10 em até 5 anos de vida. Se você tem um negócio que já dura mais de 5 anos, considere-se um vitorioso, um herói.

Uma das nossas principais missões na vida é justamente ficar procurando por buracos no casco do nosso próprio navio para poder consertá-lo antes que vire um rombo com potencial para afundá-lo. Temos que ficar de olho, atentos, acompanhando nossas equipes, os indicadores, assegurar que aquele negócio garantirá um belo futuro para todos que participam deste nosso “ecossistema”.

Mas uma outra parte do nosso cérebro está pensando um pouco mais longe. Está olhando oportunidades futuras. Absorve aquilo que está aprendendo com o negócio presente e começa a elocubrar sobre possibilidades de aplicações daquele aprendizado em outras coisas. E começa a conversar com pessoas. A ler, ler e ler cada vez mais. No celular, no computador, no jornal (menos e menos). E uma idéia daqui começa a conversar com uma idéia dali e uma nova coisa vai surgindo. E as pessoas vão se empolgando e vão fuçando sobre aquele novo assunto, se informando, formando novas conexões. E de repente, um novo negócio surge.

Que hoje não se chama mais um negócio. Pra ter potencial de crescimento tem que ser uma start-up. Ninguém mais fala “vou abrir um negócio”, isso é coisa do passado. Sócio virou parceiro, amigo com grana virou “angel”, escritório virou coworking, reunião virou “pitch”, brainstorming virou hackathon. Ajuda da família? Que nada, eu quero uma aceleradora na minha vida.

Sim, o mundo mudou, meu velho!

E eu também estou abrindo a minha start up. Que já já estará dando sua cara a tapa.

Mas a questão que me traz aqui hoje não é exatamente o maravilhoso mundo dos negócio com suas imensas possibilidades, que se descortina bem na nossa cara – se você não percebeu, acredite, está vivendo em outro mundo – mas sim a ansiedade.

Se você é como eu e está conectado, está ligado em todas as ferramentas que pulam na sua frente, não diariamente, mas 10 vezes por dia.

As coisas não param de aparecer. O amigo te falou de um app sensacional que resume os livros importantes que você TEEEM que ler, em apenas 10 páginas. 10 páginas e você absorveu os pontos mais interessantes do livro. Dá pra ficar sem um aplicativo desses. Eu quero, isso é muito bom!!! Imagina, eu sou um leitor voraz. Agora alguém fala de um livro interessante em uma conversa, eu vou no aplicativo e o leio os principais conceitos em 15 minutos!

Legal, né? Só que no final de cada “livro” o aplicativo te aconselha outro, com a mesma pegada daquele que você acabou de ler. E logicamente voce não pode deixar de ler aquele também. Mas e os rombos no casco do navio? E a start up? Ah é, deixa eu re-centralizar… Foco. E o FOMO (Fear of missing out)?

O FOMO é terrível! Você tá lançando uma start up? É online? É escalável, é repetitivo, tem potencial de crescimento infinito? Beleza, então não dá pra não saber o que é hotmart, eduzz, workana, LMS, scribble video, hubspot, geração de leads, webinars, ads, plataformas, saas, landing pages, CTA, marketplace de afiliados, marketing de conteúdo. Não dá pra não ir nos eventos onde tudo isso está sendo discutido. Não dá nem pra ignorar quem é o Érico Rocha.

Fica impossível ignorar todas as ferramentas sensacionais que se apresentam, que pulam na sua frente, e que você tem que aprender de qualquer maneira. Aquilo pode mudar tua vida, você percebe nos primeiros 10 segundos. Aí você pensa: como eu não descobri isso antes? Como meus amigos ainda não sabem disso?

A ansiedade vai batendo mas você tem as tuas prioridades estabelecidas. Afinal, pelo menos isso nós aprendemos a fazer já faz um bom tempo. Desde quando usávamos fax.

Só que estabelecer prioridades hoje não é mais escolher o que fazer em quais horários, mas o que deixar passar e não dar atenção, apesar da tentação. Ou, se voce for muito ninja, fazer uma pequena anotação de apenas 3 palavras naquele aplicativo que serve justamente para isso e deixar lá numa pastinha chamada “estacionamento de ideias e insights”. Mas tem que ter muita auto-disciplina para não começar a explorar aquele assunto imediatamente e ir adiando aquelas coisas que você se programou para fazer. A tentação é enorme.

Como ficar imune a tudo isso mesmo que seja somente por alguns minutos para dar uma recentralizada na ansiedade.

Como não ser ignorante com as pessoas, acelerando a conversa e queimando pontes justamente com quem mais pode te ajudar?

Como encaixar o esporte nesta rotina louca? Afinal, é ele que vai evitar (hopefully) que você tenha que passar 2 semanas de férias forçadas numa cama de hospital.

Até a cervejinha com os amigos ficou comprometida, pelo menos até a décima. O esporte preferido dos amigos é compartilhar novas descobertas. O que só aumenta a listinha de insights que iremos explorar depois, quando chegarmos em casa. Ou seja, já chegamos ansiosos. TV pra relaxar? Nem sei mais o que é isso. Bora abrir a listinha e dar uma explorada no que tem lá de novidade.

Estou preocupado com este enorme atraso que estou sofrendo em relação ao resto da humanidade 😂…..ansiedade?

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