Mindfulness

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No final do ano passado me deparei com a palavra Mindfulness pela primeira vez. Não sabia muito bem o que significava mas vi que muita gente legal estava praticando, portanto valia uma pesquisada.

Num primeiro momento pensei em “mente cheia”, mas fiquei intrigado, pois tudo que eu lia à respeito me levava ao oposto disso. Reparei que “ful” não tinha nada de cheio pois faltava-lhe um “L”. Ontem, conversando com o Alex Lunardelli, um especialista brasileiro no assunto, percebi o verdadeiro sentido da expressão. Vem do “mindful”, termo que quer dizer “ter consciência”, “estar ligado”.

Meditação – nessa mesma época, final do ano passado, comecei a pensar na meditação como algo que poderia me fazer bem. Sentia que muitas vezes um turbilhão de pensamentos entrando e saindo da minha cabeça a cada minuto poderia estar me prejudicando de alguma maneira.

Mas não conseguia me ver sentado em posição ereta em uma almofadinha, com as pernas cruzadas, em silêncio absoluto, durante horas. Esse simplesmente não era eu.

Ando muito ligado na tecnologia, coisas digitais. E me deparei com um app de meditação, que estava fazendo sucesso na App Store, chamado Headspace. Grátis por 30 dias. O App prometia uma meditação guiada, com um tempo curto diário de prática, que poderia ser de 10, 15 ou 20 minutos, conforme nossa disponibilidade de tempo. E não era necessário sentar na almofadinha.

Iniciei minhas sessões em Dezembro e depois dos 30 dias passei meu cartão de crédito. Desde então venho praticando por 15 minutos todas as manhãs. Você escolhe pacotes temáticos de sessões e o segue pela sua duração, que pode ir de 10 a 30 dias cada.

A sessão consiste de uma rápida introdução a algum fundamento do tema do pacote (foco, equilíbrio, criatividade, paciência, e por aí vai) seguida de respirações profundas, exercícios de visualização, esvaziamento da mente e retorno constante ao ato de respirar conscientemente.

Sim, dá para confundir mindfulness com meditação, mas conversando com o Alex nesta semana, pude perceber que mindfulness é o estado de espírito que se quer alcançar e a meditação é o veículo que nos leva até lá.

E que lugar é esse que queremos alcançar?

O lugar onde percebemos os pensamentos chegando, olhamos-os de fora, objetivamente, e deixamos-os seguirem seus rumos, sem deixar que afetem nosso dia, nossas obrigações. As vezes até nos divertimos observando sua passagem pelas nossas mentes.

O lugar onde não paramos de respirar profundamente nem quando situações de estresse nos atingem. Onde nos lembramos de sempre voltar a ela, a respiração, sempre que estímulos externos nos desafiam.

O lugar onde nos lembramos que não temos escolha sobre quais impactos receberemos da vida, das pessoas, no nosso dia a dia. Mas que sim temos escolha sobre a maneira com reagimos a estes impactos.

Mindfulness significa estado avançado de percepção do que está acontecendo no nosso redor. E pode ser muito útil para as relações pessoais e profissionais na medida em que você se encontra 100% presente naquilo que está fazendo no momento. Seja em uma reunião, em uma leitura, em um jogo esportivo ou brincando com os filhos. No português tem sido traduzido por “atenção plena”.

Tenho praticado diariamente esta meditação guiada por 15 minutos e tem me feito um bem enorme, tem me dado mais clareza de propósito. Se alguém perguntar lá em casa sobre os resultados práticos nos meus relacionamentos do dia a dia, com certeza dirão que não tem servido para nada.

Mas no meu íntimo eu sinto que tem sido muito útil e…quem sabe um dia não aflora? rsrsr

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